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Ministro da Defesa de Israel pede demissão em protesto contra cessar-fogo com palestinos

Ministro da Defesa de Israel, Avigdor Lieberman, anunciou sua renúncia nesta quarta-feira (14) — Foto: Ammar Awad/ Reuters
O ministro da Defesa de Israel, Avigdor Lieberman, anunciou nesta quarta-feira (14) que renunciará em protesto contra uma trégua anunciada com os palestinos da Faixa de Gaza. Ele considerou "uma capitulação ao terror" o acordo de terça-feira (13), que foi mediado pelo Egito com o grupo islâmico Hamas.

"O Estado compra tranquilidade a curto prazo ao custo de graves danos a longo prazo para a segurança nacional. Deveríamos acertar uma data para eleições o mais rapidamente possível", disse Lieberman.

Lieberman, que já foi ministro de Relações Exteriores, assumiu a pasta da Defesa em maio de 2016. "Se continuasse no cargo não conseguiria olhar os moradores do sul nos olhos", disse Lieberman, referindo-se aos israelenses submetidos a uma escalada de ataques palestinos antes da trégua de terça-feira entrar em vigor.

A sua saída enfraquece o governo de coalizão do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, que declarou mais cedo que os líderes do Hamas "imploraram por um cessar-fogo".

Homem olha nesta terça-feira (13) prédio danificado na cidade israelense de Ashkelon. Ele foi atingido por míssil lançado a partir da Faixa de Gaza — Foto: Ronen Zvulun/ Reuters
Lieberman disse que sua renúncia, que entrará em vigor 48 horas depois que entregar uma carta formal a Netanyahu, também implica no desligamento de seu partido de extrema-direita, Israel Beitenu, da coalizão governista.

O Hamas comemorou a saída de Lieberman como "uma vitória".

Violência na região
A nova escalada de violência na região, considerada a mais séria escalada desde a guerra Israel-Hamas em 2014, começou após uma operação secreta israelense na Faixa de Gaza, no domingo (11). Em retaliação, palestinos lançaram centenas de mísseis contra a região sul de Israel, que respondeu bombardeando o enclave palestino.

Uma estimativa da agência Associated Press indica que militantes palestinos dispararam 460 mísseis e morteiros contra Israel em um período de 24 horas. Cerca de 100 deles foram interceptados pelo sistema de defesa de Israel, o Iron Dome. Em resposta, militares israelenses realizaram ataques aéreos contra 160 alvos de Gaza.

Um ônibus israelense foi atingido por um projétil em Kfar Azza. Na terça, um homem que estava em um prédio residencial morreu e duas mulheres ficaram gravemente feridas, em Ashkelon, após o prédio em que estavam ser atingido.

Mapa mostra conflito entre israelenses e palestinos — Foto: Igor Estrella/G1
A Defesa israelense afirmou que o exército atacou alvos estratégicos do Hamas, como complexos militares, postos de lançamento de foguetes, parte de sua vasta rede de túneis subterrâneos e depósito de munição.
Na noite de segunda-feira, a Força Aérea israelense destruiu o edifício da Al-Aqsa TV, a emissora do Hamas. O Exército israelense justificou a destruição da sede da emissora dizendo que ela é "propriedade e o instrumento de Hamas".

A emissora, que ficou temporariamente fora do ar após o ataque, anunciou depois no Twitter que ia retomar sua difusão de um lugar não especificado.

Imóvel da Al-Aqsa TV, na Faixa de Gaza, foi destruído em ataque aéreo israelense — Foto: Suhaib Salem/ Reuters

Fonte: G1


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