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Eleger deputadas de direita “pode significar retrocesso”, segundo Estadão

Joice Hasselmann. (Foto: José Cruz/Agência Brasil)
O jornal O Estado de São Paulo questionou a capacidade das deputadas eleitas para o Congresso que defendem pautas conservadoras representarem as mulheres no Legislativo.

No blog assinado por Hannah Maruci Aflalo, doutora em ciências políticas USP, o texto faz uma análise que parece refletir bem o viés ideológico da grande mídia.

Ao abordar o crescimento das vagas legislativas na mão de mulheres “de direita”, o jornal diz: “Esse aumento quantitativo precisa ser qualificado, uma vez que os dados apontam para um crescimento também na quantidade de mulheres filiadas a partidos extremamente conservadores, como o PSL”. Em outro momento, argumenta que “este avanço que pode significar retrocesso”.

Na nova composição da Câmara para a legislação 2019-202, ficou evidenciado um aumento de 51% na quantidade de mulheres: das 513 cadeiras, 77 serão ocupadas por deputadas. Na eleição de 2014 foram eleitas 51. A maioria das novas deputas tem discurso claramente conservador.

Porém, a matéria do Estadão não aceita que seja falado sobre pautas femininas no Congresso que nãos sejam associadas ao conhecido discurso da esquerda.

“Para falamos em direitos das mulheres, geralmente é feita uma associação direta a pautas feministas, tais quais a descriminalização do aborto, a equiparação salarial entre gêneros, a autonomia sobre o próprio corpo, entre outras. Porém, esse mesmo conceito pode assumir significados diferentes, e até mesmo opostos, entre as próprias mulheres. Isso torna-se evidente quando analisamos o discurso de candidatas e eleitas que se identificam com valores conservadores. A principal pauta defendida por essas mulheres é a criminalização do aborto, a qual se associa na visão delas à “defesa da vida””, diz o texto.

Uma das principais representantes das mulheres de direita no novo Congresso, Joice Hasselmann, que teve mais de um milhão de votos, afirmava durante a campanha que “nós mulheres não precisamos do feminismo, precisamos de atitude”.

Esse distanciamento do feminismo incomoda a imprensa acostumada a reverberar esse discurso com grande frequência.

O texto de Hannah Aflalo escancara a incapacidade de aceitação de que a renovação de mais de 60% na Câmara reflete o conhecido conservadorismo da maioria da população brasileira.

A expectativa da articulista do Estadão é que haverá uma forte mudança nos rumos do Legislativo a partir de fevereiro, quando todos os deputados federais tomam posse. “O principal desencontro entre as deputadas e em relação aos movimentos sociais é o combate à chamada “ideologia de gênero”…. utilizado para desqualificar os avanços dos movimentos feministas e LGBT e pode ameaçar seriamente as conquistas desses grupos”.

Sua conclusão é que “os perigosos retrocessos nos direitos das mulheres poderão ser defendidos pelas próprias deputadas”. Sendo assim, a mensagem transmitida é que só existe “avanço” quando cresce a esquerda. Felizmente, a história da humanidade mostra que isso não é verdade.

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