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EUA investigam se coronavírus saiu de laboratório em Wuhan, na China

EUA investigam se coronavírus saiu de laboratório em Wuhan, na China

Na última quarta-feira (15), o presidente Donald Trump confirmou em uma coletiva de imprensa que os Estados Unidos estão investigando a possibilidade que o novo coronavírus tenha sido armazenado em um laboratório da cidade de Wuhan, antes de vazar por acidente e gerar esta pandemia global.

O vazamento do vírus do laboratório devido às supostas poucas práticas de segurança locais foi primeiro divulgada pela Fox News, citando fontes que tiveram acesso a documentos confidenciais.

Segundo a Fox News, a suspeita de que o coronavírus provavelmente se originou em um laboratório de Wuhan é crescente. Este pode ser o "disfarce mais caro do governo [chinês] de todos os tempos", disse uma das fontes.

As fontes acreditam que a transmissão inicial do vírus — uma cepa natural que estava sendo estudada no país — infectou o "paciente zero", que trabalha no laboratório e teve contato com a população de Wuhan.

A "suspeita crescente" vem de documentos e códigos classificados e de código aberto, declarados como fontes.

Fontes enfatizaram — como costuma ser o caso da inteligência — que os documentos não definem resultados finais e que a investigação continua.

O que todas as fontes concordam é que há uma cobertura extensiva de dados e informações sobre o COVID-19, orquestrados pelo governo chinês.

Questionado pelo jornalista John Roberts, da Fox News, sobre o relatório, o presidente Trump comentou na coletiva de imprensa sobre o vírus da quarta-feira: "Cada vez mais ouvimos essa história ... estamos fazendo um exame muito minucioso dessa situação horrível".

Os documentos detalharam os primeiros esforços dos médicos no laboratório e as primeiras medidas de contenção. Conforme fontes relataram para a Fox News, o mercado de Wuhan — inicialmente identificado como um possível ponto de origem — teria sido alvo de um esforço da China para desviar a culpa do laboratório.

Autoridades da embaixada dos EUA foram alertadas em janeiro de 2018 sobre a segurança inadequada no laboratório do Instituto Wuhan de Virologia e transmitiram informações sobre cientistas que conduzem pesquisas arriscadas sobre a transmissão do coronavírus por morcegos, publicadas no Washington Post na terça-feira.

Inteligência

Em resposta ao relatório, o general e presidente do Estado-Maior Conjunto, Mark Milley disse na terça-feira que as investigações sobre esse caso contam com um grande esforço da inteligência dos EUA.

"Não deve ser surpresa para você que tenhamos um grande interesse por isso e que tenhamos muita inteligência debruçada sobre isso. Eu diria que, neste momento, é inconclusivo, embora o peso das evidências pareça indicar um caminho, mas não sabemos ao certo", explicou.

"Até hoje, vejo [a China] retendo informações e acho que precisamos fazer mais para continuar pressionando-os a compartilhar", disse o secretário de Defesa Mark Esper à "America's Newsroom" na última quarta-feira, referindo-se à China.

Falando ao "The Story" na noite de quarta-feira, o Secretário de Estado Mike Pompeo comentou: "O que sabemos é que sabemos que esse vírus se originou em Wuhan, na China. Sabemos que existe o Instituto de Virologia de Wuhan, a poucos quilômetros de distância de onde o mercado estava úmido. Ainda há muito a descobrir. Vocês deve saber que o governo dos Estados Unidos está trabalhando diligentemente para descobrir isso".

Questionado pelos repórteres nesta quarta-feira se havia discutido o assunto com o presidente chinês Xi Jinping, Trump disse que não queria discutir a questão com o líder da China porque ainda achava inapropriado.

Fonte: Guia-Me

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