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Nigeriana cristã sequestrada pelo Boko Haram completa 18 anos, após 3 anos em cativeiro

Há mais de três anos, a cristã Leah Sharibu foi sequestrada junto com outras meninas pelo grupo islâmico Boko Haram em sua escola na Nigéria...

Nigeriana cristã sequestrada pelo Boko Haram completa 18 anos, após 3 anos em cativeiro

Há mais de três anos, a cristã Leah Sharibu foi sequestrada junto com outras meninas pelo grupo islâmico Boko Haram em sua escola na Nigéria. Na semana passada, no dia 14 de maio, ela completou seus 18 anos longe da família, no cativeiro.

Apesar de passar tanto tempo raptada, a mãe de Leah, Rebecca Sharibu, disse ter esperança em Deus que a filha será libertada.

“Não perdi a esperança porque Deus está no controle e as pessoas estão orando. Eu tenho esperança de que um dia, eu vou ver minha filha novamente”, afirmou Rebecca em entrevista ao jornal local Punch.

Em 19 de fevereiro de 2018, militantes do Boko Haram atacaram a Escola Técnica e Científica de Meninas do Governo da Nigéria em Dapchi, no estado de Yobe, sequestrando 110 meninas.

Em março do mesmo ano, o grupo islâmico libertou 104 meninas, mas 5 estudantes foram mortas no cativeiro. A única a não ser devolvida foi Leah Sharibu por se recusar a abandonar a fé cristã e se converter ao islã.

Em agosto de 2018, durante negociações com o governo nigeriano, o Boko Haram divulgou uma foto de Leah usando um hijab (vestimenta islâmica) e um áudio como provas de que a menina estava viva.

“Eu sou Leah Sharibu, a garota que foi raptada em Dapchi. Estou pedindo ao governo e pessoas de boa vontade que intervenham para me tirar da minha situação atual. Também imploro ao público que ajudem minha mãe, meu pai, meu irmão mais novo e parentes. Por favor, me ajude a sair da minha situação difícil. Imploro-lhe que me trate com compaixão, apelo ao governo, em particular, ao presidente, que tenha pena de mim e me tire desta grave situação. Obrigada”, disse a menina no áudio.

Em outubro de 2018, o Boko Haram voltou a dar notícias de Leah. Em vídeo, os radicais disseram que a menina e a enfermeira cristã Alice Loksha Ngaddah — outra refém que foi sequestrada em 1º de março de 2018 — não seriam libertas, mas seriam escravizadas pelo resto de suas vidas e que os terroristas fariam o que quisessem com elas.

Porém, em 15 de janeiro de 2020, uma refém libertada pelos extremistas trouxe boas notícias sobre a situação de Leah à sua família. Jennifer Ukambong Samuel, que trabalha para a Action for International Medical Alliance e que foi sequestrada em 22 de dezembro de 2019, afirmou que Leah e a enfermeira Alice estavam vivas.

Segundo Jennifer, as duas tinham suas próprias casas na floresta do Boko Haram e tinha visitado ambas.

Descaso do governo

A mãe de Leah afirmou que não pode confirmar os boatos que surgiram acerca da filha por ainda não ter conseguido nenhum contato com ela.

“Eu só vi o vídeo. Eu não vi minha filha. Eu não sei o que estava acontecendo lá. Todas as coisas que eles estão dizendo, seja que ela está morta ou que está grávida ou deu à luz um segundo filho, no que me diz respeito, são todos rumores. Eu não vi minha filha. Eu só quero vê-la. Quando vejo minha filha, posso confirmar tudo. Mas, por enquanto, não ouvi nada da minha filha e não sei onde ela está”, declarou ao jornal Punch.

Rebecca também afirmou que o governo nigeriano não tem tomado medidas para recuperar Leah e ignorado os pedidos de ajuda da família.

“Quando minha filha foi levada embora em fevereiro de 2018, não tive notícias do governo. Não tive notícias de ninguém até sete meses depois. Foi então que foi lançado um vídeo dela em um hijab. O Boko Haram divulgou um vídeo dizendo que eles mataram um profissional de saúde e que a próxima pessoa a ser morta seria Leah. Então, a Fundação Leah organizou uma coletiva de imprensa mundial em Jos”, explica ela.

E continuou: “Pedimos ajuda ao mundo porque a próxima pessoa que o Boko Haram disse que matariam foi minha filha. Dissemos que não tínhamos ouvido o governo ou qualquer pessoa da família e que, no que nos diz respeito, estávamos convocando a comunidade internacional a implorar ao governo nigeriano que tomasse medidas”.

A mãe de Leah disse que foi apenas na noite da entrevista coletiva que o presidente entrou em contato pela primeira vez.

“Depois de falar comigo, o presidente prometeu que faria todo o possível para trazer Leah de volta. Duas semanas depois, ele enviou três ministros liderados pelo Ministro da Informação, Lai Mohammed, com uma delegação muito grande e a mídia para dizer que muito em breve, Leah seria encontrada. Eles tiraram fotos e espalhou-se por toda a mídia que o presidente enviou os ministros”, denunciou.

Depois disso, em outubro de 2020, a família recebeu a visita da Ministra da Mulher, Paulen Tallen, com uma mensagem do presidente, dizendo que ainda estava trabalhando para cumprir a promessa de resgatar Leah.

Desde essa ocasião, os pais da menina não tiveram mais informações sobre sua situação. Rebecca acredita que a filha ainda não foi libertada por causa da sua fé cristã.

“Todas as outras garotas que foram levadas eram muçulmanas e todas foram libertadas. Mas minha filha ainda está em cativeiro, acredito, por causa de sua fé. Se não, por que ainda não libertaram minha filha? Que crime ela cometeu? Ela apenas se recusou a renunciar à sua fé cristã”, questionou.

O Grupo Parlamentar de Todos os Partidos do Reino Unido (APPG, na sigla em inglês) condenou o descaso do governo da Nigéria em trabalhar pela libertação de Leah em um relatório sobre a liberdade religiosa no país, apresentado em junho de 2020.

“A incapacidade ou falta de vontade geral do governo nigeriano para gerir os recursos de forma eficaz, ou para oferecer segurança ou justiça às comunidades sujeitas à violência, é um dos principais motores da escalada da violência, uma vez que levou ao aumento da concorrência e ao aumento da etnia milícias religiosas ”, critica o documento.

Já o vice-presidente do APPG, Lord Alton de Liverpool culpou o governo nigeriano pela crescente onda de perseguição no país por radicais fulani.

“Alguns observadores locais chegaram a descrever os crescentes ataques como uma campanha de limpeza étnico-religiosa. Armados com armas sofisticadas, incluindo AK47s e, em pelo menos um caso, um lançador de foguetes e granadas propelidas por foguetes, a milícia Fulani assassinou mais homens, mulheres e crianças em 2015, 2016 e 2017 do que até mesmo Boko Haram, destruindo, ultrapassando confiscando propriedades e terras e deslocando dezenas de milhares de pessoas”.

Cristãos unidos pela libertação de Leah

Rebecca Sharibu disse que, apesar de não receber apoio do governo, tem recebido ajuda da comunidade cristã em todo o mundo.

“Os membros da comunidade cristã estão dando o melhor de si. A Igreja Evangélica Vencendo Tudo, que é a denominação a que pertencemos, clamou e convocou o governo. Convocamos a comunidade cristã no norte da Nigéria. Convocamos praticamente todos, organizamos orações e suplicamos às pessoas que continuem orando”, relatou a mãe ao jornal Puch.

“Organizamos orações globais, que realizamos nos Estados Unidos em 2019, e o mundo inteiro orou por Leah. Também tivemos outra oração em fevereiro de 2020, quando lembramos o segundo ano de cativeiro de Leah; estávamos no Reino Unido para levar nossa carta ao Alto Comissariado. Orações foram realizadas na Casa de Jesus, uma paróquia da Igreja Cristã de Deus Redimida no Reino Unido. Temos muitos cristãos nos apoiando”, disse Rebecca.

Fonte: Guiame

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