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Jerusalém é alvo de ataques; quase 900 foguetes foram lançados contra Israel

Na manhã de sexta-feira (12), terroristas de Gaza lançaram dezenas de foguetes em direção a Israel, interrompendo várias horas de paz e prov...

Jerusalém é alvo de ataques; quase 900 foguetes foram lançados contra Israel

Na manhã de sexta-feira (12), terroristas de Gaza lançaram dezenas de foguetes em direção a Israel, interrompendo várias horas de paz e provavelmente retardando as tentativas de acabar com os conflitos que já duram vários dias, segundo o The Times of Israel.

Os foguetes disparados por militantes palestinos ativaram sirenes de alerta no bloco de assentamentos de Etzion e Beit Shemesh pela primeira vez desde o início da violência, inclusive em Jerusalém.

A Jihad Islâmica disparou quase 900 foguetes contra regiões densamente povoadas de Israel.

Os dois foguetes disparados de Gaza em direção a Jerusalém foram interceptados, um pelo Iron Dome (Domo de Ferro) e o segundo pelo David's Sling, de acordo com uma fonte militar.

O sistema de defesa aérea David's Sling de médio alcance fez sua segunda interceptação bem-sucedida durante o ataque com foguetes direcionado à área de Jerusalém. A primeira foi na quarta-feira (10), quando derrubou três foguetes disparados contra Tel Aviv.

Espera-se que o David's Sling preencha uma lacuna na matriz de defesa antimísseis de Israel, que inclui o Iron Dome e o sistema Arrow, projetado para interceptar mísseis balísticos de longo alcance.

Um projétil também supostamente caiu fora do assentamento de Bat Ayin, na Cisjordânia.

De acordo com informações do The Times of Israel, dezenas de foguetes foram disparados contra a cidade de Sderot, no sul, e outras cidades perto da fronteira com a Faixa de Gaza em rajadas sucessivas a partir das 11h.

Foguetes atingiram casas em Sderot e Nir Am, causando danos materiais, bem como estilhaços. O Conselho Regional de Eshkol também relatou danos menores a uma estufa causados por um foguete.

O restante dos foguetes foi abatido pelo sistema de defesa aérea Iron Dome ou caiu em áreas abertas, informaram autoridades locais.

Sem baixas nos ataques

Não foram relatadas baixas imediatas de nenhum dos lados nos ataques desta sexta-feira.

Desde que começaram os conflitos, na terça-feira (09), os combates entre Israel e a Jihad Islâmica, o segundo maior grupo militante em Gaza depois dos governantes do território do Hamas, resultaram na morte de 31 palestinos na faixa, incluindo mulheres e crianças, e um homem de 70 anos no centro de Israel.

Vídeos mostraram israelenses pulando de seus carros e se agachando sob os trilhos da rodovia enquanto as sirenes soavam durante o ataque. Moradores de assentamentos próximos relataram ter ouvido explosões e visto fumaça preta subindo das colinas após uma aparente interceptação de míssil.

O disparo do foguete, reivindicado pela Jihad Islâmica, ocorreu quando o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu encabeçava uma reunião com altos funcionários da defesa em Tel Aviv para examinar os passos a seguir depois um cessar-fogo na fronteira por quase 10 horas, aumentando as esperanças de que o último surto de violência entre Israel e o enclave palestino havia terminado.

Logo após o ataque, as Forças de Defesa de Israel relataram ter realizado ataques contra quatro locais militares da Jihad Islâmica, além de uma posição de lançamento de morteiros e a área usada para disparar foguetes contra Israel.

Enquanto isso, o IDF ampliou as restrições de movimento e reunião para residentes que moram a até 40 quilômetros da Faixa de Gaza, até sábado às 20h.

De acordo com as regras do Comando da Frente Interna, escolas deveriam ser fechadas, as pessoas deveriam ficar em locais seguros – a menos que tivessem acesso a uma sala à prova de bombas que pudessem alcançar rapidamente – e reuniões ao ar livre estavam limitadas a não mais de 10 pessoas.

Reuniões internas em cidades perto da fronteira de Gaza foram restritas a 50 pessoas, enquanto mais longe da Faixa e até 40 km foram limitadas a 100 pessoas.

Além disso, as escolas de educação especial receberam autorização para funcionar, contanto que haja uma sala à prova de bombas que possa ser alcançada por crianças e professores em tempo hábil.

Esforços regionais por cessar-fogo

Os ataques com foguetes na manhã de sexta-feira representaram o primeiro lançamento fora de Gaza desde as 22h de quinta-feira, de acordo com o IDF. As forças militares de Israel relataram que continuaram a atacar locais da Jihad Islâmica em Gaza até as 2h da manhã.

Nas horas seguintes, uma calma tensa voltou a partes de Israel praticamente paralisadas desde o início dos combates na terça-feira.

“Estamos fazendo com que os cidadãos possam [voltar] à rotina e isso exige paciência”, disse o porta-voz militar, contra-almirante Daniel Hagari, a repórteres na manhã de sexta-feira. “Não temos cidades fechadas, você pode sair de casa e fazer compras na sexta-feira.”

Hagari afirmou que as restrições impostas no início dos combates na terça-feira ainda estão em vigor até as 14h, mas o IDF avaliará a situação nas próximas horas e decidirá se as suspenderá, ajustará ou até mesmo estenderá.

A trégua ocorreu em um momento em que o Egito, Catar e as Nações Unidas estavam intensamente envolvidos em esforços para mediar um cessar-fogo, hospedando uma delegação da Jihad Islâmica no Cairo para negociações indiretas.

Hagari confirmou aos repórteres que as negociações estavam ocorrendo.

“Houve contatos por mais de um dia. Não comentamos sobre eles, não sabemos quando isso vai acontecer. Estamos ocupados defendendo e atacando”, disse.

Embora Israel evite geralmente confirmar acordos de cessar-fogo com grupos terroristas, várias rodadas anteriores de combates entre as Forças de Defesa de Israel e Gaza foram encerradas com a mediação internacional.

Funcionários do Hamas disseram à mídia local na sexta-feira que o Egito estava intensificando seus esforços diplomáticos para interromper os combates por meio de “contatos intensivos” com o Hamas e a Jihad Islâmica.

Fonte: Guiame com informações de Times of Israel e AP

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